José Dirceu comeu o gato
A colunista social da Folha de S. Paulo perguntou a José Dirceu se, na cadeia, ele falava com Eduardo Cunha...
A colunista social da Folha de S. Paulo perguntou a José Dirceu se, na cadeia, ele falava com Eduardo Cunha.
Ele respondeu:
“Falávamos. Sempre tem uma hora em que um preso joga xadrez, dominó, o outro toca música, ou está acabando de almoçar, voltando do trabalho. Nessas horas você sempre conversa.
E todo mundo é inocente, né? O cara matou a avó, fritou o gato dela, comeu. Mas ele começa a conversar com você e a reclamar que é inocente.”
Em seguida, José Dirceu reclamou que é inocente, apesar de ter comido o gato das empreiteiras:
“Eu não cometi crimes. Não há nenhuma prova, nenhum empresário ou diretor afirmando que eu pedi alguma coisa na Petrobras. O que eu erre? Na minha relação com o Milton Pascowitch. Eu comprei um imóvel, financiei, paguei a entrada.
Ele reformou o imóvel. Eu não paguei. Foi um erro meu. Eu não poderia ter estabelecido essa relação.
Era um empréstimo não declarado. Que virou propina. Foi uma relação indevida. Admito. Mas não criminosa.”