Governo Lula ainda deve muitas explicações sobre a história do leilão do arroz

o antagonista

Assine Entre

27.06.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Colunistas
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Newsletter
  • Audiobook OA!
  • lado oa!
    • Apostas
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Variedades
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Google Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts Youtube
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
video destaque

Governo Lula ainda deve muitas explicações sobre a história do leilão do arroz

Tudo começa com a alegação de que faltaria arroz no Brasil devido à tragédia no Rio Grande do Sul, nosso principal produtor

Madeleine Lacsko

A célebre frase de Lord Acton, “o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”, parece ilustrar bem a recente polêmica envolvendo o leilão do arroz. As particularidades da história expõem as falhas de um governo que parece ter perdido a mão.

Tudo começa com a alegação de que faltaria arroz no Brasil devido à tragédia no Rio Grande do Sul, nosso principal produtor. Ocorre que os arrozeiros e autoridades locais negaram. A safra de arroz já havia sido 80% colhida, e embora o escoamento estivesse temporariamente problemático no Rio Grande do Sul, as coisas já estavam se restabelecendo. Apesar disso, o governo decide fazer um leilão público de mais de R$ 7 bi para comprar arroz. Cereja do bolo: o produto teria preço tabelado e uma propaganda do governo na embalagem.

O leilão atraiu empresas sem nenhuma relação com o setor, algumas ligadas a membros do governo, outras sem a menor condição de atender à demanda. O escândalo na opinião pública não teve a magnitude que merecia, mas entre os players econômicos, a repercussão foi grande, levando o governo a cancelar o leilão. No entanto, a insistência do governo em seguir adiante com a proposta gera dúvidas.

Este episódio marca uma quebra importante do governo com o agronegócio, um setor com o qual Lula não teve atritos significativos em seus mandatos anteriores. A regulação de preços no Brasil está em jogo: será que será feita pelo mercado ou o governo pode intervir com desculpas que não se confirmam na realidade? A tentativa de tabelar preços derruba o mercado, algo que o setor agrícola, vital para a economia brasileira, não pode permitir.

A perda de controle do governo não se deve apenas à falta de vigilância da imprensa ou de medidas dos outros poderes da república, mas também à falta de participação estratégica do povo, seja de apoiadores de Lula ou críticos.

Muitas vezes, críticos acabam ajudando Lula sem perceber. Quando falam do escândalo do arroz, tendem a compará-lo com outros, como o Petrolão ou escândalos de vacinas, diluindo a gravidade específica deste caso. Se tudo é grave, nada é grave. Comparar um escândalo a outros mais leves suaviza sua seriedade, tornando-o quase normal.

A inteligência estratégica exige tratar cada escândalo com sua especificidade. Comparar o escândalo do leilão do arroz a outros, de forma imprudente, apenas suaviza a gravidade da situação. Muitas pessoas recorrem a esse expediente para tentar fingir que entendem de política. É a praga da sinalização de virtude.

Quando ouvem falar de um caso, do qual não sabem muito, logo fazem a comparação com outro, do qual também não sabem patavinas. Mas citar casos e nomes pode dar a impressão de alguém que entende muito de política, o que alimenta a vaidade. Sem posicionamento estratégico, a indignação justa fica sufocada.

O governo Lula ainda deve muitas explicações sobre a história do leilão do arroz, que pode até ter um “vale a pena ver de novo”.

Mais lidas

Crusoé: Rubio tem más notícias para Flávio Bolsonaro

Imagem Item
Crusoé: Rubio tem más notícias para Flávio Bolsonaro

Crusoé: A bancada do 8 de janeiro

Imagem Item
Crusoé: A bancada do 8 de janeiro

José Dirceu quer regular a TV Globo e o Jornal Nacional

Imagem Item
José Dirceu quer regular a TV Globo e o Jornal Nacional

Volkswagen deve cortar 100 mil empregos

Imagem Item
Volkswagen deve cortar 100 mil empregos

Crusoé: O vídeo de Michelle e o carisma que não se herda

Imagem Item
Crusoé: O vídeo de Michelle e o carisma que não se herda

Programas

vídeo home
2821 Vídeos

Papo Antagonista

vídeo home
517 Vídeos

Meio-dia em Brasília

vídeo home
181 Vídeos

Narrativas Antagonista

vídeo home
38 Vídeos

Latitude

vídeo home
200 Vídeos

5 Minutos

vídeo home
12 Vídeos

Israel em Guerra

vídeo home
25 Vídeos

Sala Antagonista

vídeo home
4 Vídeos

Café Antagonista

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Conosco

Colunistas Últimas Notícias Brasil

Mundo Economia Newsletter Audiobook OA! lado oa!

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Hora extra Política de privacidade Termos de uso Política de Cookies Política de compliance Princípios Editoriais Perguntas Frequentes Anuncie
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé