Dama do tráfico rouba a semana
A semana que passou (12 a 18 de novembro) foi dominada por dois assuntos: a "dama do tráfico amazonense" e o conflito entre Hamas e Israel. E os dois assuntos fizeram o governo Lula passar vergonha...
A semana que passou (12 a 18 de novembro) foi dominada por dois assuntos: a “dama do tráfico amazonense” e o conflito entre Hamas e Israel. E os dois assuntos fizeram o governo Lula passar vergonha.
O passeio de Luciane Barbosa Farias por Brasília ainda causa constrangimento na Esplanada dos Ministérios. Lula e seus ministros se apresentaram para prestar solidariedade ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, porque seus auxiliares receberam a mulher do líder do Comando Vermelho do Amazonas para tratar de direitos humanos. E quem dera essa fosse a pior parte.
As passagens da “dama do tráfico” foram pagas pelo Ministério dos Direitos Humanos. Luciane foi condenada em segunda instância a 10 anos de prisão por lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e organização criminosa. Ela recorreu da sentença e aguarda o desfecho em liberdade. Segundo o Ministério Público, a mulher de “Tio Patinhas”, que está preso, desempenhou um papel fundamental na ocultação dos valores do tráfico movimentados pelo marido.
Hamas
Não bastasse esse constrangimento, Lula resolveu dobrar a aposta em seus ataques a Israel nesta semana. Logo depois de vir a público o caso da “dama do tráfico”, o petista ecoou o discurso do Hamas e disse que Israel mata inocentes na Faixa de Gaza “sem critério”. O presidente brasileiro acusou os israelenses de terrorismo e apelou até ao efeito estufa para criticá-los.
Alguns dos ataques do presidente foram proferidas durante a chegada dos brasileiros repatriados de Gaza. No dia seguinte à chegada, soube-se que um deles sugeriu um ataque terrorista contra Israel em 2015.
No front, as Forças de Defesa de Israel (FDI) praticamente tomaram conta do norte de Gaza e anunciaram para breve avanço em direção ao sul. Os soldados israelenses expuseram indícios da utilização do hospital Al-Shifa como base militar pelo Hamas. Os EUA atestaram que a unidade de saúde era usada como centro de comando pelo grupo terrorista.
Meta fiscal
E, para não dizer que não falamos de meta fiscal, o governo Lula decidiu sustentar a promessa de déficit zero para o próximo ano — ainda que ninguém mais acredite nela. Há quem tenha conseguido enxergar nisso uma vitória para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Só com muita boa vontade.
Foi nesta semana também que os piores temores sobre a gestão de Marcio Pochmann no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se confirmaram. De olho no exemplo do governo chinês (que esconde estatísticas inconvenientes), o economista heterodoxo prometeu internamente uma relação diferente com a imprensa. Difícil imaginar que saia algo de bom daí.
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