Cristovam é contra federação do Cidadania, especialmente com PSDB

19.07.2026

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Cristovam é contra federação do Cidadania, especialmente com PSDB: “O partido vai diluir”

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Diego Amorim
3 minutos de leitura 10.02.2022 17:04 comentários
Brasil

Cristovam é contra federação do Cidadania, especialmente com PSDB: “O partido vai diluir”

Cristovam Buarque, filiado ao Cidadania desde 2016, quando ainda era senador, é contrário a uma possível federação do seu partido com o PSDB -- e com qualquer outra sigla. Na próxima terça-feira (15), como noticiamos, o diretório nacional do ex-PPS, do qual Cristovam faz parte, decidirá se a legenda comporá com PSDB, Podemos ou PDT. A aliança formal com os tucanos é considerada a mais provável...

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Diego Amorim
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Cristovam é contra federação do Cidadania, especialmente com PSDB: “O partido vai diluir”
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Cristovam Buarque, filiado ao Cidadania desde 2016, quando ainda era senador, é contrário a uma possível federação do seu partido com o PSDB — e com qualquer outra sigla.

Na próxima terça-feira (15), como noticiamos, o diretório nacional do ex-PPS, do qual Cristovam faz parte, decidirá se a legenda comporá com PSDB, Podemos ou PDT. A aliança formal com os tucanos é considerada a mais provável.

“Eu sou contra a federação, especialmente com o PSDB, porque acho que vai diluir o Cidadania, que, a meu ver, era uma esperança que muita gente tinha de um partido capaz de reunir responsabilidade fiscal, sensibilidade social e compromisso com sustentabilidade. Com a federação, vamos nos diluir, o Cidadania vai diluir.”

Na reunião da executiva nacional, quando ocorreu uma prévia da decisão a ser tomada na próxima semana, a votação sobre a federação com o PSDB terminou empatada em 10 a 10, com uma abstenção, justamente a de Cristovam. A O Antagonista, o ex-senador disse que pode ter cometido um “erro estratégico”.

“Ficou empatado por minha causa. Como sou contra a federação, me abstive nas três votações [também nas votações sobre federação com Podemos e PDT]”, afirmou Cristovam.

“Eu sempre tive uma boa relação com alguns nomes do PSDB, como Mario Covas, FHC, Marcus Pestana e Tasso Jereissati, que eu consideraria o melhor nome para ser presidente do Brasil neste momento. Mas o PSDB não é um partido que vai trazer uma concepção nova de futuro para o país”, acrescentou.

Cristovam confirmou seu apoio a Lula, de quem foi ministro da Educação — e demitido por telefone –, mas pediu para “explicar isso”.

“Eu defendo que o Cidadania lance governador em todos os estados e, nacionalmente, se concentre em impedir a reeleição do Bolsonaro. O ideal era que surgisse uma cara nova, que não fosse do PT. Insisti nisso até três ou quatro meses atrás, mas ficou impossível. Não surgiu essa cara nova, essa proposta nova. E também não houve uma unidade dos antibolsonaristas com os não petistas. Então, diante disso, temos que transformar as eleições deste ano em um plebiscito sobre o governo Bolsonaro. Apesar de ser crítico ao Lula e ao PT, de ter sido perseguido pelo PT, acho que, agora, é barrar a reeleição do Bolsonaro. E, depois, em 2023, se for preciso, vamos para a oposição.”

Em 2016, o ex-senador foi atacado pelo “gabinete do ódio” petista por ter se posicionado e votado a favor do impeachment de Dilma Rousseff.

Aos 77 anos, Cristovam afirmou que não pretende se candidatar neste ano, embora uma ou outra liderança política do Distrito Federal defenda que ele tente voltar à política. “Pretendo continuar levando a vida de escritor em tempo integral”.

Pela lei que instituiu as federações partidárias, dois ou mais partidos podem se unir em uma aliança semelhante à das coligações, mas que dura por toda uma legislatura — ou seja, quatro anos –, e não apenas para uma única eleição. Ontem, o STF definiu 31 de maio como data limite para a formação de federações.

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Diego Amorim

Se formou em jornalismo pela UnB. Trabalhou no Blog do Noblat e no Correio Braziliense. Gosta da notícia e dos bastidores dela em qualquer área. Entre outros prêmios, ganhou duas vezes o Esso de Informação Econômica e duas vezes o Embratel. Está em O Antagonista desde abril de 2016, quando se juntou à equipe para a cobertura do impeachment de Dilma Rousseff. Desde então, não tem dado sossego a políticos de todos os partidos em Brasília. É chefe de redação de O Antagonista em Brasília.

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