"É inaceitável que magistrado ou membro do MP ostente vida de empresário", diz ex-AGU

o antagonista

Assine Entre

25.08.2026

logo-crusoe-new
Crusoé
  • Colunistas
  • Últimas Notícias
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Newsletter
  • Audiobook OA!
  • lado oa!
    • Apostas
    • Carros
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Imóveis
    • Tecnologia
    • Variedades
Pesquisar Menu
o antagonista X
  • Olá

    Fazer login Assine agora
  • Home

    Editorias

    Newsletter Colunistas Últimas Notícias Brasil Mundo Economia Esportes Google Crusoe
  • Mídias

    Vídeos Podcasts Youtube
  • Anuncie conosco Quem Somos Política de privacidade Termos de uso Política de cookies Política de Compliance Perguntas Frequentes

E siga O Antagonista nas redes

Menu Menu Menu
O Antagonista

“É inaceitável que magistrado ou membro do MP ostente vida de empresário”, diz ex-AGU

avatar
Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 14.04.2019 10:00 comentários
Brasil

“É inaceitável que magistrado ou membro do MP ostente vida de empresário”, diz ex-AGU

Doutor em Direito Administrativo pela Universidade Complutense de Madri, o ex-AGU Fábio Medina Osório escreveu um artigo exclusivo para O Antagonista. Ele aborda o cenário de "intensa troca de críticas entre membros do Judiciário e do Ministério Público envolvendo os rumos da Operação Lava Jato", assim como os "pedidos de impeachment" contra alguns ministros do Supremo que acreditam ser inimputáveis...

avatar
Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 14.04.2019 10:00
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Doutor em Direito Administrativo pela Universidade Complutense de Madri, o ex-AGU Fábio Medina Osório escreveu um artigo exclusivo para O Antagonista.

Ele aborda o cenário de “intensa troca de críticas entre membros do Judiciário e do Ministério Público envolvendo os rumos da Operação Lava Jato”, assim como os “pedidos de impeachment” contra alguns ministros do Supremo que acreditam ser inimputáveis.

Leiam a íntegra:

Discute-se, no Congresso Nacional, a perspectiva de averiguar atos de membros do Judiciário brasileiro. Ao mesmo tempo, há pedidos de impeachment contra membros da magistratura nacional perante o Senado, que lá tramitam. E, ainda, discute-se a possibilidade do aperfeiçoamento da legislação em torno ao princípio da responsabilidade de membros da magistratura e Ministério Público por atos enquadráveis na ampla categoria do abuso de autoridade.

No mesmo cenário, há intensa troca de críticas entre membros do Judiciário e do Ministério Público envolvendo os rumos da operação “lava jato”, culminando em apurações sobre supostos ilícitos contra a honra de agentes públicos. Eis o contexto para uma discussão sobre a responsabilidade das instituições fiscalizadoras no Brasil.

Nenhum Poder paira acima dos órgãos de controle da República. Se existem indícios de membros do Judiciário ou do Ministério Público com práticas indevidas, seja na esfera do abuso de poder ou de autoridade, seja no âmbito do enriquecimento ilícito, ou do protagonismo indevido no campo eleitoral, tais condutas devem ser apuradas. Inviável que órgãos fiscalizadores usem de suas prerrogativas para alavancar candidaturas eleitorais ou benefícios políticos, evidentemente, assim como impossível tolerar crimes contra a honra de quem quer que seja. Eventual debate entre agentes públicos, em juízo, nas mídias sociais, ou em qualquer esfera, deve pautar-se pelos deveres de urbanidade, lealdade institucional, e respeito à honra.

E também inaceitável que agentes públicos desprezem legislação de regência e administrem pessoas jurídicas, auferindo lucros incompatíveis com o estatuto de suas profissões, tópico que pode suscitar um olhar sobre magistrados ou membros do Ministério Público que ostentam vida de empresários. Todo o universo do conflito de interesses é de ser cobrado dos membros das carreiras do Ministério Público, magistratura e advocacias públicas. Nada mais natural que a sociedade queira maior transparência de todos os Poderes da República, nos tempos atuais.

É certo, nesse contexto, que também maior responsabilidade se deve exigir dos fiscalizadores quanto às ações desencadeadas em juízo ou fora dele, no tocante às pessoas físicas ou jurídicas. E as regras de impedimento e suspeição devem valer para todos os agentes públicos, de qualquer escalão. O esvaziamento das regras atinentes a conflitos de interesses deteriora o princípio da imparcialidade e a independência que se deveria exigir dos membros da magistratura e do Ministério Público. O parâmetro comportamental dos Ministros do STF, como paradigma das demais carreiras, é consequência do sistema piramidal que construímos.

Um tema que deve suscitar maior responsabilidade dos agentes do Estado, no atual momento histórico, é o das colaborações premiadas. Vale lembrar que um investigado, quando deduz uma imputação contra alguém, formalizando-a através dos respectivos “anexos”, não raro juntamente com sua confissão, deveria trazer sólidos indicativos de corroboração para respaldar suas assertivas. Esse jogo das delações, no mercado do escândalo, abre precedentes perigosos para manipulações temerárias em outros terrenos, inclusive eleitorais e empresariais, se não houver um filtro adequado em torno à idoneidade das colaborações premiadas e responsabilidade dos órgãos de controle.

Noutras palavras, é imperioso averiguar se existe, de fato, um descontrole sobre as investigações nas instituições fiscalizadoras no Brasil, ou se há critérios racionais, lógicos, legais, e de unidade institucional, que norteiam as colaborações premiadas e os atos investigatórios em curso. Nos últimos tempos, emergem algumas confissões que, de modo ostensivo, já revelam não possuir provas do quanto alegam, mas proporcionam nítido espetáculo político e midiático, com potenciais prejuízos no mundo empresarial.

Nesse ritmo, o que impede alguém de resolver delatar as próprias autoridades que colhem as delações? Não seria interessante ter limites éticos mínimos para os contatos entre membros do Ministério Público ou polícias e investigados, através de filmagens das negociações? Creio que esse aperfeiçoamento será imprescindível às instituições, no atual estágio de maturidade.

A temática da responsabilidade dos membros das instituições fiscalizadoras envolve o princípio republicano e é extremamente oportuna em termos de aperfeiçoamento do sistema normativo brasileiro. A impunidade historicamente reinante no país sempre alcançou integrantes das instituições fiscalizadoras, não há dúvida. Aquele que fiscaliza tem maiores imunidades perante a fiscalização. É hora de mudar também esse paradigma.

Fábio Medina Osório

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

Silvinei Vasques pede a Moraes para não cassar sua aposentadoria

Silvinei Vasques pede a Moraes para não cassar sua aposentadoria
2

Moro abre vantagem na disputa pelo governo do Paraná

Moro abre vantagem na disputa pelo governo do Paraná
3

Zema promete anistia a Bolsonaro e aponta “julgamento político”

Zema promete anistia a Bolsonaro e aponta “julgamento político”
4

Campanha de Flávio aciona TSE contra Durigan e Lula

Campanha de Flávio aciona TSE contra Durigan e Lula
5

“A gente tá se arriscando”, disse Lulinha a lobista

“A gente tá se arriscando”, disse Lulinha a lobista
6

Não foi só Kassab que dormiu no debate

Não foi só Kassab que dormiu no debate
7

Crusoé: Lula na Record é pior que desprezo pela democracia

Crusoé: Lula na Record é pior que desprezo pela democracia
8

Bolsonaro pede autorização para professor dar aulas a Laurinha na prisão domiciliar

Bolsonaro pede autorização para professor dar aulas a Laurinha na prisão domiciliar
9

Flávio nega acordo com Tarcísio sobre reeleição

Flávio nega acordo com Tarcísio sobre reeleição
10

Atual modelo eleitoral “faliu”, diz Moraes

Atual modelo eleitoral “faliu”, diz Moraes
1

Atual modelo eleitoral "faliu", diz Moraes

Atual modelo eleitoral "faliu", diz Moraes
2

Crusoé: Lula sugere a Trump tomar trago com Putin e Xi Jinping

Crusoé: Lula sugere a Trump tomar trago com Putin e Xi Jinping
3

Crusoé: Lula quer um “Desenrola” para o futebol

Crusoé: Lula quer um “Desenrola” para o futebol
4

Papo Antagonista: Sem favoritos, primeiro debate presidencial quase vira monólogo

Papo Antagonista: Sem favoritos, primeiro debate presidencial quase vira monólogo
5

Crusoé: As "condições espartanas" de Lulinha na Espanha

Crusoé: As "condições espartanas" de Lulinha na Espanha
6

Não foi só Kassab que dormiu no debate

Não foi só Kassab que dormiu no debate
7

A inércia da campanha é aliada de Flávio Bolsonaro

A inércia da campanha é aliada de Flávio Bolsonaro
8

Paulo Figueiredo defende ausência de Flávio em debates contra “irrelevantes”

Paulo Figueiredo defende ausência de Flávio em debates contra “irrelevantes”
9

Moro abre vantagem na disputa pelo governo do Paraná

Moro abre vantagem na disputa pelo governo do Paraná
10

Quaest: Amin e Carlos Bolsonaro tecnicamente empatados em SC

Quaest: Amin e Carlos Bolsonaro tecnicamente empatados em SC
1

Nem na geladeira, nem na bancada: este é o melhor lugar para guardar o abacate verde

Nem na geladeira, nem na bancada: este é o melhor lugar para guardar o abacate verde
2

Cristian Cravinhos declara voto em Flávio: “Chega de impunidade”

Cristian Cravinhos declara voto em Flávio: “Chega de impunidade”
3

“Não coloque seu coração no poder”, diz Mendonça em seminário

“Não coloque seu coração no poder”, diz Mendonça em seminário
4

Renan Santos promete rever renúncias fiscais e cita Zona Franca

Renan Santos promete rever renúncias fiscais e cita Zona Franca
5

Renan Santos diz que presidente não pode agir como CEO de empresa

Renan Santos diz que presidente não pode agir como CEO de empresa
6

Bolsonaristas vão ficar sem senador no Rio?

Bolsonaristas vão ficar sem senador no Rio?
7

Renan Santos promete falar “o que pensa” até a eleição

Renan Santos promete falar “o que pensa” até a eleição
8

Crusoé: Ruas não decola nem sem Garotinho, aponta Paraná Pesquisas

Crusoé: Ruas não decola nem sem Garotinho, aponta Paraná Pesquisas
9

PF quer avançar em investigações sobre atuação de Lulinha nos estados

PF quer avançar em investigações sobre atuação de Lulinha nos estados
10

Paes recua na disputa ao governo do RJ, indica Paraná Pesquisas

Paes recua na disputa ao governo do RJ, indica Paraná Pesquisas

Tags relacionadas

Fábio Medina Osório
< Notícia Anterior

Nomeações na PF serão para combater corrupção, diz Bolsonaro

14.04.2019 00:00 4 minutos de leitura
Nomeações na PF serão para combater corrupção, diz Bolsonaro
Próxima notícia >

Joice cobra apuração do relato de ameaça

14.04.2019 00:00 4 minutos de leitura
Joice cobra apuração do relato de ameaça
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Twitter Instagram Facebook
Início
Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de cookies.

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.

Assine
o antagonista
o antagonista

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41 Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Anuncie Conosco

Colunistas Últimas Notícias Brasil

Mundo Economia Newsletter Audiobook OA! lado oa!

Icone do Twitter Icone do Youtube Icone do Whatsapp Icone do Instagram Icone do Facebook

Quer receber notícias do Antagonista em seu e-mail?

Assine nossa newsletter e receba as principais notícias em seu e-mail

Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem Somos Hora extra Política de privacidade Termos de uso Política de Cookies Política de compliance Princípios Editoriais Perguntas Frequentes Anuncie
O Antagonista , 2026, Todos os direitos reservados, 25.163.879/0001-13.
Background do rodapé